Ontem me senti tão só que chegou a doer, pensei que me partiria ao meio. Como doí olhar para os quatro cantos e não ver ninguém, não ter ninguém para falar, nem que seja pra brigar... olhar e não ver nada de vivo. É triste. Como diz Alceu "A solidão devora" e devora mesmo. Recife chovendo pra valer, nada passando na tevê, a não ser a maldita novela das sete, relâmpagos, trovões e chuva. A sorte foi o livro da Lispector, contos maravilhosos, esse me salvou de mim mesmo. É em momentos assim que a gente tem vontade de gritar bem alto, berrar forte mesmo, num esforço inútil de mostrar ao mundo que existimos e que estamos precisando de ajuda.
Uma pessoa que sempre está disposta a mim ajudar é a minha mãe, mas logo vem as consequências dessa ajuda - a cobrança. E tenho que ser forte, não dar o braço a torcer, aguentar o tranco e mostrar que posso vencer sozinho. Na realidade não se trata de uma competição, pois estamos do mesmo lado, mas, todo mundo precisa de auto-afirmação, e conquistar o seu espaço é fundamental. Essa é a busca de todo mundo, acredito eu, encontrar o seu lugar no espaço. Sei que mais cedo ou mais tarde cada um encontra o seu... não dá pra passar a vida toda sendo levado pela maré.
Espero logo encontrar o meu, acho que também é falta de foco, sabe! Passei muito tempo apostando e gastando minhas energias num relacionamento, que tem dado frutos deliciosíssimos, graças a Deus! Mas todo relacionamento é infelizmente uma área de risco, porque não é cem por cento seguro. O correto é dedicar-se a carreira, sei disso. Mas é tão bom arriscar... é preciso arriscar sempre, vale a pena, geralmente! Mas não sei ser de outro jeito, sou guiado pela intuição e olhe que rezo pra Deus me iluminar, acho que Deus não vai me pregar uma peça.
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